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NOTA DE FALECIMENTO II

Gilberta Bensabath, faleceu.

Recebi hoje a notícia muito triste do falecimento de nossa amiga Dra. Gilberta Bensabath, pelo Covid-19. Estou triste, e posso dizer que experimentei esta doença, o Covid-19, onde fui internado por 13 dias, sendo 4 na UTI. Mas estou bem. Uma doença silenciosa, pois na semana passada tive notícia que ela (Gilberta) estava com Convid-19, mas na forma leve. Sempre terei um respeito muito grande pela Dra. Gilberta, Mulher de fibra, e sabia lutar de sua maneira para atingir seus objetivos. Tive o privilégio de conhecer um pouco desta pesquisadora. Fui admitido no Instituto Evandro Chagas, em 1976, quando ela foi Diretora da instituição. Foi ela que me passou as primeiras regras da caminhada Científica.

Dra. Gilberta, acreana, veio cedo para o Pará, 6 anos de idade, em 1924. Estudou medicina na atual UFPA, e se graduou em 1949. Sempre se preocupou em melhorar as condições de saúde pública das populações da Amazônia. Nesta área se especializou, se capacitou, produziu diversos artigos científicos de impacto à melhoria da saúde pública no Brasil e no mundo. Desce cedo, 1960, iniciou suas pesquisas no Instituto Evandro Chagas, e na época teve uma importante contribuição de um grupo americano, que culminou na implantação das pesquisas em Arbovirologia, no Brasil. Ela participou deste início, tendo se dedicado às pesquisas com Febre Amarela e outras arboviroses, seguida da pesquisa de uma doença desconhecida até então, no mundo, a “Febre Negra de Lábrea”, uma hepatite fulminante. Ela teve o privilégio, em parceria de uma grupo americano, de descobrir o agente desta doença, o Vírus Delta. Eu tenho muito orgulho de ter conhecido a Dra. Gilberta, e poder aprender com ela o que é preciso se dedicar às pesquisas em saúde pública. Ela deixou uma contribuição muito importante para a Ciência, com as pesquisa sobre vacinação da hepatite B, na Amazônia.

 

Edvaldo Loureiro, 13-5-2020.